sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cena Musicada # 23

FILME: O Talentoso Ripley (Anthony Mighella, EUA, 2000)
MÚSICA: Lullaby for Cain - Sinéad O'Connor

CENA: Abertura dos créditos, onde vemos o rosto do Ripley se dividir já mostrando suas inúmeras faces. Além, claro, de todos os adjetivos exposto até chegar em seu talento.
DETALHE: A música é um encaixe perfeito da cena do filme (que na verdade é a cena final).

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cena Musicada #22

FILME: Filadélfia (Jonathan Demme, EUA, 1993)


MÚSICA: Streets of Philadelphia - Bruce Springsteen

CENA: Após mais um não, a personagem do Tom Hanks sai do escritório e para desolado na frente da porta, provavelmente num daqueles momentos que sentimos um nó na garganta.


DETALHE: A melhor cena pra mim, o melhor close. A música inteira por si só tem toda a emoção dessa cena.



domingo, 25 de dezembro de 2011

Up

Isso que dá fazer lista dos melhores do ano sem o ano ter acabado. Selecionar já envolve exclusão, selecionar num intervalo sem cumpri-lo então...

Então aqui vai o F5 do post sobre filmes:

A Pele que Habito
Almodóvar sombrio com cores frias, minimalistas. Sem dúvida uma experiência nova pra ele e pro seu público. Essa é a única hora em que eu gostaria de estar num cinema para ver as reações de quem não está acostumado com a atmosfera do Almodóvar. Depois vou fazer um post mais completo.


Drive
E esse é, como dizem, o Taxi Driver do século XXI. Tem tanta violência, tem tanta cena bem fotografada, tem tanta música que casa perfeitamente com a cena, tem tanta atuação perspicaz que não dá pra ser ignorado. E assim o Ryan se torna o meu ator favorito atualmente (mas não vou ser suas comédias, não insista).




E aqui o F5 das músicas.

E foi assistindo Drive e ouvindo sua trilha sonora caprichada que eu conheci Night Call. Gostei quando "vi" a música no filme e tomei um susto quando descobri que quem canta, também, é a Lovefoxxx.


E então, a melhor música do novo álbum da Gal Costa é Mansidão - a menos pretensiosa. Aí estou sem saber se o fato dela ser a mais branda e eu gostar disso se dá pelo meu comodismo ou por eles realmente terem mais sucesso com a zona de conforto. Pra mim é um novo Luz do Sol. Maaas, melhor que Mansidão, só Miami Maculelê - quando ouvi não acreditei! Gal na balada! (brincadeira, não é melhor).



E vou trocar Hits Me Like a Rock do Cansei de ser Sexy por Red Alert.

Papai Noel às Avessas

A descrença e o humor fazem o Natal ser mais, ao menos, mais engraçado.










E a minha predileta:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

2011 - O Ano em que faremos Contato Musical

A lista de 2011 agora na versão música.
2 adendos: Minha memória está um tanto falha. Ouvi muita música velha.
Assim fica difícil fazer uma lista de músicas do ano, porque com filme sou mais organizado e dedicado e antenado. Já com música, fico fuçando umas mais velhas e tenho a consciência de que as novas terão um valor pessoal muito mais forte daqui uns anos, porque ela são trilhas sonoras do meu presente.

Blá blá blá mi mi mi

Super Bass // Nicki Minaj - Acho que é no Alta Fidelidade que a personagem filosófa "Eu ouvia pop porque era infeliz ou era infeliz porque ouvia pop?" Então essa música da Nicki foi a trilha sonora de quando fui infeliz em 2011 (mentira).

Brocal Dourado e Efêmera // Tulipa Ruiz - Grande surpresa. Afinal, a leva de cantores jovens brasileiros tem bastante talento, porém caem na mesmice. Mas a Tulipa tem uma certa poesia e um cuidado diferente nas músicas. E eu fiquei um tempão querendo saber o que é um brocal. Até que tive aula de indumentária e tinha tecido brocado pra todo lado. (problema meu né?)





Não existe amor em SP // Criolo - Acho que é unânime. Sem dúvida uma música brasileira que precisava ser feita. E parece trip hop.


Libera geral, libera geral, libera geral. Então libera!!


Hits me lika a Rock // Cansei de ser Sexy - eu nunca vou chamar o Cansei de CSS. Liberte-se!

(poxa, só tem single aqui?)



The good in each other // Feist - já falei dela aqui.


Our Deal // Best Coast - putz grila. Acho que essa nem é desse ano. Mas vou deixar aqui.



Nightwalker - Thiago Pethit // Acho que me deixei levar pela Braguinha dançando... (pensei "essa música é tão São Paulo" e logo depois vi no you tube que alguém postou a mesma coisa. Não estou sozinho no mundo!)

(caramba, ouvi pouquíssima coisa desse ano! que lista esquisita!)

Crystalline // Björk - É uma zona de conforto porque essa não é uma música muuuuito diferente do que ela já fez. E não significa que é inferior nem superior, muito pelo contrário (hahahahaha sempre quis usar essa piada).

Rainbow // Oh Land - Parece um Azure Ray feliz né? Eu gosto.

Wordy Rappinghood // Uffie - Uffie of course. Uffie Uffie Uffie Uffie Uffie Uffie of course. 
Sempre gostei do electro dirty and wild da Uffie.

Love on Top // Beyoncé - Melhor que aquele exagero todo de antes. Acho que é a melhor música da Beyoncé desde... sei lá, desde que ela nasceu. Brincadeira... E meio retrô também, afinal, a volta ao passado é sempre mais garantido que se arriscar pelo futuro.

Recanto Escuro // Gal Costa - Gal, quase ficou de fora, hein sua vaca. Mas não passaria desapercebida uma Gal auto-biográfica-caetaneamente e eletrônica.
Tô digitalizada! Na voz e na cara!

Girl from Ipanema // Amy Winehouse - é 2011? tá no póstumo, pelo menos. Mas está aqui só pra registrar que a música que eu mais esperei do póstumo está tão digitalizada que seria melhor um dueto com o Kraftwerk. Ok, a voz dela mudava mais que o cabelo da Madonna, mas então né... deixa pra lá.

Olha só, não acompanhei Chico, REM, Strokes nem The Kills esse ano. #$%& não ouvi The Kills!Que eu to fazendo da minha vida? Ah, estudando.

odiei essa lista


Faltou Oração né? (NOOOOOT)

domingo, 18 de dezembro de 2011

O Melhor Ano de 2011 de Nossas Vidas - Filmes

Listas... ah, que boa sensação de sintetizar a vida!

E começa a retrospectiva dos melhores filmes vistos esse ano!

Esse ano a lista está mais robusta que a do ano passado. Significa que esse ano foram feitos filmes melhores? Não sei. Só sei que assisti mais que no ano passado. Então tem filme do ano passado que só estreou esse ano e filme do ano que vem que ainda não estreou. Pra mim é tudo 2011, ok?

Quanto à lista:
- Critério: há muito tempo não sei o que isso significa.
- Quantidade: o céu (de suely) é o limite.
- Piores: No final há uma listagem das películas non gratas e das si, pero no mucho.

11. Bebês: antropologia infantil. Ver bebês, além de divertir, pode trazer muitas reflexões...

10. Namorados para Sempre: odeio esse título para sempre. Mas a história sem otimismo, a interlocução passado-presente, a fotografia e a música You and Me são ótimos.

9. Planeta dos Macacos - A Origem: nessa onda de "origens", esse se destaca. E mantém a descrença do "original".


8. O Primeiro que Disse: será que fui seduzido pelas imagens da Itália?
( ) sim ( ) muito ( ) claro que com certeza. E também pela história das famílias italianas,
só que essa com uns conflitos um pouco diferentes.


7. Reino Animal: parente é mais que serpente e aquela avó é soberba (cobra!). Apesar do tema batido, mafia e família ainda surpreende.


6. Um Lugar Qualquer: Coppolinha refilmando seu próprio Lost in Translation.



5. Minhas Tarde com Margueritte: belo, muito belo. A amizade daquela senhoria com um Depardieu chucro através de literatura iniciada com Camus, é mais que tudo. C'est tout!



4. Nosso dia Chegará: anarquistas! ruivos! Gravas Son!



3. Bela Adormecida: mais um manifesto feminista bem enquadrado.
Todos acham a bela passiva, já eu vejo que os homens são os mais fracos.
Repito: sou apaixonado por cenas bem enquadradas.


2. Meia-Noite em Paris: Woody e Paris: indescritível. Todo o ar cínico e cômico
do Woody numa cidade que pedia para ser filmada por ele (um turista,
diga-se de passagem).

1. Cisne Negro: a melhor metáfora do ser humano do ano.



Non gratas: Homem ao Banho (não desce, principalmente o documentário), Os Olhos de Julia (REC ainda me faz procurar suspenses espanhóis), A Casa Muda (REC ainda me faz procurar suspenses em espanhol ;) ), Reencontrando a Felicidade (Mitchel volte a filmar marginais), O Discurso do Rei (é bom mas tenho raiva), Professora Sem Classe, O Turista (só e somente só vale por Veneza), Assalto ao Banco Central, Sexo sem Compromisso, Amizade Colorida e Amor por Contrato.


Si, pero no mucho: O Anfitrião Perfeito, Contágio, (eu dizia seu nome) Não me abandone Jamais, Pânico 4 (com pesar no coração, mas não cabe entre os melhores do ano, não... saudoso de qualquer forma), Potishe (Ozon tentando refilmar 8 Mulheres, ahh como Deneuve e Depardieu é sempre bom), Ricky, X-Man Primeira Classe e O Mágico (acho que eu não estava tão poético quando vi).












sábado, 17 de dezembro de 2011

Uma Tarde no Museu - Cachoeira

O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional reconhece cidades brasileiras que tenham seu valor histórico elevado como uma representação nacional (arquitetônica, urbanística, artística, cultural, enfim),. Assim são tidas como Cidade Monumento Nacional. Tais cidades, então, recebem incentivo de restauro, cuidados e impulsão de movimentos culturais que colaborem na preservação e divulgação de suas tradições culturais etc.

Diante disse, a gente começa a se questionar o conceito de museu e percebe que ele está sendo atualizado e repensado. E numa das abordagens, uma Cidade Monumento Nacional é, por que não?, um museu a céu aberto; uma cidade museu. Com um acervo arquitetônico considerável e uma cultura tradicional ainda em atividade (porém com debates sobre suas mudanças no decorrer do tempo e sua inserção nessa época), essas cidades dizem muito sobre a construção da nacionalidade, por exemplo.

O município de Cachoeira, na Bahia, à 110km de Salvador, possui o título de Cidade Monumento Nacional. E isso há 40 anos (desde o decreto presidencial nº68045/1971).

Cachoeira está associada à luta contra os portugueses em 1823 quando o país europeu não queria aceitar a independência do Brasil, daí a cidade ser conhecida como Heróica. É reduto do samba de roda e do candomblé, afinal milhares de escravos desembarcavam lá. Até hoje funciona a Irmandade da Boa Morte, cultos à Iemanjá no 2 de fevereiro. A Universidade do Recôncavo Baiano também atua lá.




Ponte encomendada por D. Pedro II












1773 - Igreja e Convento do Carmo


Interior do Convento do Carmo














Igreja e Convento do Carmo




                                                                                                                                                            






Vista de Cachoeira a partir de São Felix.



Conhecer Cachoeira é ver que há muito o que se descobrir nesse país. Não é somente uma viagem ao passado, ms sobretudo uma reflexão quanto ao presente. Quantos sabem que ela é uma cidade classificada no mesmo nível de importância de Ouro Preto? Será que o turismo a ser incentivado é somente quanto às referências ao passado? O que a Cachoeira de 2012 tem a dizer sobre si? Somente que ela expulsou portugueses em 1823? Bem... são muitas indagações que eu espero que não sejam respondidas por completo, mas pelo menos feitas.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quem tem medo de Clarice Lispector?



Como assim dia 10/12 o espírito de Clarice fez 91 anos e eu não postei nem uma frase dela?


Pra compensar, vou postar duas (dois fragmentos):
"Eles se mexiam agitados, rindo, a sua família. E ela era a mãe de todos. E se de repente não se ergueu, como um morto se levanta devagar e obriga mudez e terror aos vivos, a aniversariante ficou mais dura na cadeira, e mais alta. Ela era a mãe de todos. E como a presilha a sufocasse,ela era a mãe de todos e, impotente à cadeira, desprezava-os. E olhava-os piscando. Todos aqueles seus filhos e netos e bisnetos que não passavam de carne de seu joelho, pensou de repente como se cuspisse.(...) Mas, piscando, ela olhava os outros, aniversariante. Oh o desprezo pela vida que falhava. Como?! como tendo sido tão forte pudera dar à luz aqueles seres opacos, com braços moles e rostos ansiosos? Ela, a forte, que casara em hora e tempo devidos com um bom homem a quem, obediente e independente, ela respeitara; a quem respeitara e que lhe fizera filhos e lhe pagara os partos e lhe honrara os resguardos. O tronco fora bom. Mas dera aqueles azedos e infelizes frutos, sem capacidade sequer para uma boa alegria. Como pudera ela dar à luz aqueles seres risonhos, fracos, sem austeridade? O rancor roncava no seu peito vazio. Uns comunistas, era o que eram; uns comunistas. Olhou-os com sua cólera de velha. Pareciam ratos se acotovelando, a sua família. Incoercível, virou a cabeça e com força insuspeita cuspiu no chão."
Feliz Aniversário. In: Laços de Família 

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples estado de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Nota: eu não sei o que estou fazendo da minha vida que ainda não li Clarice, (há algo mais cool que um livro chamado Clarice vírgula?) do Benjamin Moser...
Nota 2: eu não achei o máximo a Clarice da Beth Goulart na peça que ela fez ano passado. Gostei, mas não amei. Ficou muito pop, muito engraçadinha.


Meu primeiro contato com CL foi no ensino médio, tendo que ler A Paixão Segundo G.H. Ali, Clarice já sabia que barata pode ser um barato total. E eu não conseguia parar de ler o livro e pensar "poxa, essa tia sabe muito dos sentimentos".


E meu último contato foi com sua crônica sobre Brasília (ela morou aqui, enquanto mulher de diplomata) [e eu agora estou com uma mania besta de me interessar por tudo que se refere a Brasília] {pra lembrar se usa crase no "a" antes de Brasília, usei aquele cláááássico mnemônico: vou a, volto da=crase no A; vou a, volto de=crase pra quê?}.


Já falei citei ela por aqui e aqui.


(sempre achei a Clarice nossa Virginia)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Gal dos Trópicos

"Porque eu sou cool, né?"
Gal Costa, 2011 *_*

Aí a Gal deu entrevista reafirmando que o Caetano a acha cool. E disse isso séria, segundo a reportagem. Sem falsa modéstia, a não falsa baiana se diz cool e sem gracejos. Isso é muuuuito cool!

O blog Como ser Cool fez um post e uma lista 5 músicas cools da Gal. A lista está impecável e eu não sei se consigo superar. Mas fiquei tentado a fazer uma também, e lá vai:


4 - Que pena, 1969  



3 - A rã, 1974 (ouvi a 1ª vez quando estava num restaurante, parei de conversar e comecei a anotar algumas frases da música pra procurar depois. Frases sem sentido algum, obviamente. E depois continuou sem sentido quando  ouvi a música de cabo a rabo, evidentemente).




2 - Namorinho de portão, 1969 




1 - Meu nome é Gal, 1969 (vou colocar pra ser toque de despertador a partir do minuto 1:52)





Sô cool e blasé.

E...

Gal + Beth = AWESOME



*_* http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/12/01/caetano-veloso-introduz-gal-costa-na-eletronica-e-na-estetica-agressiva-em-recanto-saiba-como-e-o-novo-disco-da-cantora.jhtm

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Era do Metal

Daí esse ano a Feist lança um novo CD chamando Metals.
Tenho ouvido em casa, há um tempo. Porém, não com muita frequência. Então passei algumas músicas pro celular e tenho ouvido na rua, enquanto me desloco de lugares para lugares.





Ontem, ao sair do Ministério, caminhei a Esplanada ouvindo algumas faixas do álbum. Algumas gotas de chuva só estavam esperando eu sair para começarem a cair. E esperando as músicas da Feist para desabar.





E as músicas da Feist deixaram o ambiente muito mais carregado do que já é. Somadas às nuvens escuras, às gotas fortes e a ausência de sol, esse campo verde enorme com edificações precisas e curvas tornou-se um tanto devastado.





Assim como a imagem da capa do Metals. Que parece o fim do mundo; sutilmente apocalíptico; um resto de qualquer coisa. Dialogando com as músicas, pois a Feist agora não tem nada de dancinhas coloridas 1 2 3 4. Agora é na base do "Nós tivemos os mesmos sentimentos, em tempos opostos. Então, um homem bom e uma mulher boa trarão o pior um no outro". Não que antes ela não fosse assim, agora ela está muito assim!





Existe algo em atividade mais devastado que a Esplanada dos Ministérios?


Vejo  uma nuvem negra sobre a fé.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cena Musicada #21



FILME: Um Lugar Qualquer (Somewhere, Sofia Coppola, EUA, 2010)


MÚSICA: I'll Try Anything Once - The Strokes

CENA: Câmera estática. Chá na piscina. Zoom out. Céu. Câmera estática. Crepúsculo.
DETALHE: Coppola Daughter adora um Strokes né? E ela é sábia porque vê toda a complexidade do simples. E nós que somos educados à base do espetáculo ficamos embasbacados. 

I'll Try Anything Once - The Strokes (Somewhere) from Igor Thiago on Vimeo.