terça-feira, 26 de julho de 2011

The day the music died

Nunca fui muito de ter um ídolo da minha geração que me representasse. Um artista que definisse quem sou através de suas idéias expressas por sua arte e vida. Obviamente tenho alguns poucos artistas que acompanho a carreira por me identificar com algo ou simplesmente por tocarem algum ponto emocional meu. Sabe-se lá qual!

Agora... que eu fiquei desolado com a morte da Amy Winehouse, eu fiquei. E antes que hipócritas e burros venham dizer que eu deveria lamentar a morte dos noruegueses, preocupar com a fome na Malásia, cuidar da minha família e todos esses exemplos chulos de quem acredita que os outros sempre deveriam fazer algo mais importante do que estão fazendo, eu já digo: usem um espelho.

Tudo bem que a Winehouse de 2011 não é a mesma de 2007 (assim como o Michael de 2009 não era o mesmo de 1989). Mas quando se aprecia um artista que por algum motivo deixa de realizar a arte que sabia fazer, há sempre uma vontade de que a estabilização volte. Ou pelo menos minimize a instabilidade, já que é isso que faz com que muitos gênios sigam expressando sua genialidade.

Óbvio que o problema da Amy era mais de saúde (física e psicológica) que de talento. Por isso que sempre achei um tanto de exagero de quem ia aos shows dela exigindo o máximo que ela dava antes. Eu mesmo pensei várias vezes "como que deixam ela fazer isso? Por que não a fazem voltar aos palcos só depois de realmente reabilitada?" Bem, talvez por motivos contratuais (afinal, por mais dopada que estivesse, ainda lotava os shows - talvez justamente por isso), ou pelos shows fazerem parte do incentivo a seu retorno...

De qualquer forma é triste saber que a cantora que eu ouvia com bastante frequência e que me fez gostar mais um tanto de jazz, soul etc., morreu. Ela foi uma cantora da minha geração, que vi estourando sucesso e acompanhei quase desde o começo. Diferente de quando ouvi que o Michael Jackson morreu. Ok, foi um artista e tanto, conheço as músicas e tudo mais. Mas ele não "nasceu e cresceu" junto os artista que eu vi "nascer e crescer".

Assim, acredito que a Winehouse foi a primeira perda da minha geração perdida.

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