sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Acontecerá naquela noite

Filmes que estreiam em 2011 e já estou me coçando de inquietação.

Clique nos títulos para ver o trailer e se coçar também.


Além da vida, de Clint Eastwood. Porque um filme do Clint é sempre curioso. As atuações boas são garantidas e a cena do tsunami não tem o propósito ostentoso de um 2012 – por isso será também boa. Obs: ignore a musiquinha de impacto no fim do trailer e aproveite para rir da voz em off dizendo o título do filme bregamente como nos anos 90.

O Primeiro que Disse. Os italianos e suas famílias excêntricas. Comédia de bom gosto. Espero.

O Mágico, de Sylvain Chomet. Não já parece a sequência das Bicicletas de Belleville? Parece imperdível.

A árvore, de Julie Bertuccelli Elenco: Charlotte Gainsbourg. Charlotte por si só já desperta interesse. Pelo trailer dá pra ver que as imagens serão bonitas, a garotinha adorável e a história um suspense dramático familiar sobre escolhas. Imperdível.

Biutiful, de Alejandro González Iñárritu. Porque se fala muito nele (bem e mal). Será que vai ser exagerado?

Jogo de poder. Elenco: Sean Penn, Naomi Watts. Porque a Naomi é A atriz que merece sempre uma atenção especial. Filme sobre a CIA baseado em memórias de quem passou por lá. Vai perder? Acredite, a história é muito mais curiosa e necessária do que é mostrado nesse trailer. Ignore o narrador, por favor.

Um lugar qualquer, de Sofia Coppola. É da Sofia e isso basta. Tem mais Strokes na trilha (afinal, quem escolhe melhor as atuais trilhas além da Sofia?).

Restless [EUA, 2011], de Gus Van Sant. É do Van Sant e isso basta também ! Mas, peraí... Gus com adolescentes felizes ? E essa músiquinha Barrados no Baile ? Sei não...

Midnight in Paris, de Woody Allen. É aquele com a Carla Bruni? Bem, é do Allen e isso basta. Não está pronto mas tudo indica que é pra 2011.

Turnê, de Mathieu Amalric. Hum, comédia francesa anti-convencional. Oui, oui..


Ricky, de François Ozon. Comédia? Do Ozon? Tem seu lado triste, aposto. Não é o bebê mais graça do ano? Peraí... The Greatest da Cat Power devia ser patenteado pelo Kar-Wai pra só existir no My Blueberry Nights.

Cisne negro, de Darren Aronofsky. O elenco parece ser o melhor do ano, o diretor sempre traz algo surpreendente e a história parece fazer o que A Origem fez em 2010. Cara de que será o título do ano.

127 horas, de Danny Boyle. Que imagens, Boyle!! E já está impulsionando o James...

Rabbit Hole, de John Cameron Mitchell. O terceiro filme do diretor de Hedwig e Shortbus. Vamos torcer para que não seja um dramalhão. As cenas de falta de esperança prometem um bom começo e a Nicole chorando promete uma novela. E apesar da maldita câmera trêmula da atualidade, vi umas imagens bem enquadradas.

Blue Valentine, de Derek Cianfrance. Será o Antes do Amanhecer do novo século? A Michelle Dawson’s Creek Williams tem algo que me agrada. Deve ser aquela carinha linda de quem merece sofrer porque é bonito de ver.

Bruna Surfistinha - O doce veneno do escorpião Esse eu não perco por nada. deve ser trash até dizer a-la-la. Sentiram a naturalidade da andadinha debochada no fim?

E em 1° lugar...
Pânico 4 [Scream 4, EUA, 2011], de Wes Craven O MAIS ESPERADO DE TODOS! Nada de filme cult, de filme indie, de filme alternativo. O mais esperado de 2011 é a volta de Wes Creaven e cia em Pânico. Esse que foi o filme da minha infância! E claro que eu não perco, mesmo com a sala cheia de adolescentes gritando e fingindo que estão com medo. Enfim, pura emoção e nostalgia.

No Irritado terá a lista dos que não pretendo ver. Mesmo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cena Musicada #16

Filme: Maria Antonieta
Música: Hong Kong Garden, Siouxsie and the Banshees
Cena: Uma princesa saidinha dando uma escapadela da corte direto pra esbórnia pré-pós punk.
Detalhe: É a segunda vez que a Antonieta passa por aqui. Culpa da Sofia que tem um excelente gosto musical para seus filmes.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva fílmica 2010

Como já é tradição em TODOS ESSES ANOS, lá vai a lista dos melhores filmes vistos esse ano.

Não assisti muitos conhecidos, e talvez só os veja ano que vem. Foram poucos vistos e poucos bons. Contudo, houve aquele que proporcionou uma experiência única – e ficou em 1º lugar.

Lembrando que alguns títulos são originalmente de 2009. Porém, não tenho culpa que só estrearam no Brasil em 2010.

A Estrada – um fim do mundo cinzento onde pai e filho evoluem mutuamente. Proporciona, além de questionamentos éticos em épocas de caos e sobrevivência, a cena mais forte do ano: pessoas capturadas e jogadas num porão esperando pelos algozes canibais.

O Garoto de Liverpool – melhor que cinebiografias extensas que abarcam a vida e obra de seu referencial, são aquelas que focam num determinado período decisivo para tal. Mais aqui no CineCínico.

Guerra ao Terror - pelas lindas imagens lentas dos detalhes das explosões, pela tensão contínua, pela visão de inutilidade da guerra e de vigor masculino associado à adrenalina e a dificuldade (ou falta de vontade) de se livrar dela.

Você vai conhecer o homem dos seus sonhos – Woody sempre bem vindo, principalmente com suas comédias niilistas. Mais aqui no CineCínico.

A Rede Social – Criação do Facebook e desvinculação de laços. Não tem como negar, é nossa época retratada ali.

Direito de Amar – sensibilidade até na estética. Pense numa propaganda de um famoso produto de consumo. Então se prepare para consumir uma tristeza e falta de vontade de viver que o Colin fez como ninguém. Sem esquecer da depressão inquieta da Julianne. Que elenco! Que imagens! Que bom ver um filme assim! Que o Ford mantenha a qualidade... (e detém o pódio de pior tradução para o título em português).

A Origem – o entretenimento mais cabeça do ano. Quem não saiu fazendo especulações e discutindo qual nível do sonho estamos vivendo? De quebra ainda tem um jogo on line muito necessário.

A Fita Branca – não sei o que faz um filme se tornar uma obra-prima, mas esse deve ter todos os requisitos. Haneke repete o que fez em Caché: mostrar que tal fato é tão invisível quanto um elefante na sala de estar. Detalhe para a fotografia mais linda do ano – e de muitos anteriores.

Ficaram de fora: Atividade Paranormal 2, Caçador de Recompensas (pelo óbvio), Um Sonho Possível, Educação, O Último Mestre do Ar e Federal (que merece o pódio de pior de 2010).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Homem que Curtia Demais

Há muitas décadas, a revista Time elege a pessoa que exerceu mais influência no ano seja pelo bem ou pelo mal. Não sei se isso se dá pela revista de procedência estadunidense crer que as pessoas são dividas entre boas ou ruins - como na Disney – ou justamente pela descrença na humanidade e encarar o fato de pessoas “más” realmente se destacarem.

A lista é conhecida como The Man of the Year. Embora a revista tenha escolhido mulheres também, o que predomina é a presença masculina. Por isso eu chamo a eleição de O Homem Alfa do Ano.

Já figuraram no pódio tipos como Gandhi, Hitler, Rainha Elizabeth II, Bono VOx, Bill Gates, o computador (!) e uma série de presidentes norte-americanos, incluindo Bush pai e Bush filho. Não me arriscarei a classificar quem foi pelo bem e quem foi pelo mal.

Eu gosto de listas, ao contrário de muitos que as detestam sustentando o argumento de que são sempre incompletas e injustas. Bem, não são. São completas e justas para quem as criou. Crie a sua e ela será justa e completa para você.

Esse ano the winner is Mark Zuckerberg – quem viveu nos últimos 5 anos já usou de seus serviços e quem foi ao cinema nas últimas semanas já viu parte de sua história.

Estão dizendo que o Mark é influente. E eu como sou muito volúvel vou puxar o tapete do meu colega de trabalho. Fazer burrada sempre foi in.

Estão dizendo que ele conectou 500 milhões (ou meio bilhão, como preferir) de pessoas. Bem, eu tenho 50 “amigos” no Facebook, vejo semanalmente 7 e dos que não vejo troco constantes mensagens com 2. O único fator que conecta todas essas milhões pessoas é que elas fazem parte de um grupo que se cadastrou numa rede social. Fazem parte de um grupão virtual que se compartimenta em diversos grupinhos. Como na vida real. Baby, you’re conected. TOO.

Pra mim ele entrou na lista pelo lado ruim da força. Minha mãe já falou que Facebook é coisa dos infernos e o que comprova que ela está certa é que todo mundo do Orkut está migrando pra lá.

[ A verdade é que isso é uma conspiração, um oportunismo para influenciar uma tal de Academia a dar o Oscar pr’A Rede Social!!! Teve um filme brasileiro que fez algo parecido esse ano... um tal de Filho do Brasil. ]

E como muitos dizem, Mark Zuckerberg realmente simboliza o jovem/adulto dos anos 2000. Sozinho e on-line.

E daí? Pelo menos sou bilionário!


sábado, 4 de dezembro de 2010

Cena Musicada #15

Filme: GAROTA, INTERROMPIDA

Música: The End of the World, Skeeter Davis

Cena: Suicídio da personagem da Brittany Murphy.

Detalhe: Que música você colocaria para ouvir quando se suicidasse?