domingo, 1 de novembro de 2009

Estagiariamente

Desde os idos de fevereiro de 2007, minha vida profissional se resume em estágios e tentativas fracassadas de michesismo. Depois de mostrar meus dotes arquivísticos em órgãos públicos, empresas privadas, poder executivo, poder legislativo, universidades... posso dizer que tenho certa experiência nos estágios. Quase um vadio dos estágios, de tão rodado. Mas não pensem que encontro chefes no Setor Comercial Sul. É puro profissionalismo com doses de Maquiavel e um sorriso contagiante.

Ganhar uma bolsa de baixo valor – sem vale-transporte – é até valido quando você pode aprender algo além de servir cafés. Ver que você sabe mais que o funcionário substituto por exemplo (que ao ser surpreendido pela nova lei de estágio pergunta “Mas vocês vão usar a lei? Ela é pra todo mundo?”) não tem preço. Ou saber das conversas da rádio corredor, sabendo que o motorista pegava a funcionária que entrou no órgão por comissão por intermédio do marido. Ou ver funcionários mortos de bêbados na festa de fim de ano, dando vexame e contando intimidades do Diretor Geral. Alguma coisa tem que ser divertida.

Engraçado mesmo é observar seus coleguinhas de trabalho. Ainda mais se você for de universidade pública, que abrange todo o tipo de gente. Sem dúvida o melhor é ver as espécies de estagiários – que fazem parte do seu já conhecido nicho na universidade e você os vê ali recebendo broncas e saindo putos com uma cópia da lei de estágio na carteira pra poder esfregar na cara do chefe assim que sair do estágio por vencimento de contrato.

Eis os tipos mais comuns:

A patricinha-rodada: cada entrada no departamento é um flash. Anda como se estivesse num desfile, se for elogiada fala onde comprou cada centímetro que usa e 60% do tempo fala sobre suas baladas e amigas bulímicas (sem revelar nomes, eticamente). Veste uns 3 mil por dia. Graças ao seu jeito dado, todo mundo acha que ela dá pra todo mundo, mas só transou 3 vezes e sente certo asco.

O Che: socialista barbudo que vai pro estágio com camisa vermelha e pra aula com camiseta do Che. Sempre sabe das festas grátis onde rola maconha e se revolta facilmente diante de acúmulo de trabalho, acha exploração. Ah, não lê a Veja.

A lésbica-vegan: a patricinha-rodada a acha muito estranha. Sabe como saturno em órbita com sagitário na 9° casa de Lua em dezembro afeta seu Natal. Não come carne, tem carteirinha do Greenpeace e do PETA. Faz a linha lesbian chic mas se anima com uma sapacaxa do Agreste. Inteligente e nervosinha.

A bi_curious-moderninha: usa roupas coloridas, tem tatuagem, é meio clubber, tem All Star vermelho, óculos escuros acetato rosa, e seu hino é Meninos e Meninas do Legião Renato Urbana Russo.

O gay-indie: conhece tudo sobre músicas e filmes alternativos, principalmente dos que tratam de tema sexual explícito. Trabalha melhor quando o chefe é um coroa bem apresentado. Vai pra Landscape com a bi_curious moderninha.

O bombado-baladeiro: passa 60% do tempo no estágio postado fotos no Orkut da última festa. Não usa Twitter por não ter muito o que falar e das últimas vezes que twittou foi algo do tipo “chegei bebassooooo demaaaaais veio!!”, “comendo barrinha de cerau”, “indo pra academia, me apressaram e eu engoli o Listerine”. Faz favores pra todos para ser bem aceito e elevar seu complexo de superioridade. Cansado de ser taxado como burrico, começou a ler a Veja.

O rockeiro-cabeludo: rock na veia, se dá bem tanto com o funcionário ex-Woodstock, com a tia ex-gótica, com o contínuo que vai pro Porão do Rock e com a patricinha-rodada que ouve Pitty. Sabe fazer piada, é inteligente, emotivo e alisa o cabelo que vai até a cintura.

A Magda do Sai de Baixo: é aquela que ninguém sabe como entrou na universidade, mas todos riem do que ela fala e por isso é bem aceita. Sua frase mais repetida: “Não tem nada pra mim fazer”.

TãoAspone

sábado, 24 de outubro de 2009

Sério que você não sabe quem é CÉU?

É a Céu, não o céu.

"Num silêncio escutei
Uma disritmia em meu coração
Que se instalou de vez”

Esses versos fazem parte da 1º música do álbum mais recente da cantora Céu, Vagarosa.

Ouço a Céu desde Lenda, de quando ela fazia sucesso na França, desde que o Instituto remixou sua música, desde que ela veio a Brasília e eu não pude ir porque ela cancelou um dos shows devido uma gripe amaldiçoada. Nesse show inclusive, ela vinha representando a nova cara da MPB feminina do país. Fato é que a acho a melhor cantora de todos os tempos da última semana.

Vagarosa é aquele tipo de álbum que vai conquistando devagarzinho mesmo. É bem no estilo da Céu mesmo, umas letras esquisitas, um som que não é lá muito samba, nem só com bases eletrônicas, assim como não é puro reagge... Como a dita cuja mesmo disse, é um som seu e sem muita definição ou enquadramento. Mas não é só nesse mix de modernidade que ela faz sua fama. O cd tem a participação do Luiz Melodia (“Vira Lata” faixa obrigatória!) e ela ainda canta Rosa Menina Rosa do Jorge Bem. Entretanto, até onde eu sei a letra do Jorge diz ” Mas o meu samba. Vai lhe passar pra trás.”. E a Céu por sua vez se rende e diz que seu samba “vai é ficar pra trás”.

O que mais me chamou a atenção e fez gostar das músicas foram as sobreposições da voz dela.

Na “Cangote” ela canta o último refrão normalmente, como nos anteriores, porém sua voz surge ao fundo novamente cantando uma versão mais pausada da letra. Assim como na “Espaçonave” onde a voz aparece suave e numa versão mais “gritante” ao mesmo.

As letras remetem ao título do álbum (que aparece em “Cangote”) e sua preguicinha louge que percorre as faixas. Falando sobre bocejo (no mínimo 3 músicas o citam), sono, tempo, uma música chamada “Sonâmbulo”.

Ouçam o álbum que não vão se arrepender!!


domingo, 11 de outubro de 2009

MEU NOVO BLOG

Criei um novo blog.


Lá estarão novas postagens irritantes!
Esse blog continua funcionando a todo vapor (pelo menos em teoria).
O outro blog é pela interface WordPress. Como enfiar a cara (uêpa!) em novidades é sempre preciso, resolvi testá-la para ver como funciona.
Espero que gostem e nos vemos por lá também!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cena Musicada #8

Cena musica onde o filme contém 2 cantoras pra lá de das boas. Uma delas está na cena.

Filme = MY BLUEBERRY NIGHTS (recuso-me falar a tradução horrenda desse filme)

Música = The Greatest, Cat Power

Detalhe = a outra cantora é a Norah Jones, que também tem música no filme. Mas essa cena é da gata poderosa Cat Power. A cena é um "acerto de contas", um mini-retorno dela, éks-namorada do Jude Law. Tem todo aquele diálogo sobre romances pendentes, pés-na-bunda, como o amor é doce e todos nós somos diabéticos que adoramos devorá-lo. Aí surge a música, linda e deprê digna da Cat (que piano!!). A música, na verdade, norteia todo o filme várias vezes. Assim como outras músicas do filme. A trilha sonora eu recomendo. Aliás, o diretor Wong Kar-Waii sabe como ninguém fazer uso de luzes nas imagens e usar as músicas que melhor exprimem a essência da película.


sábado, 3 de outubro de 2009

Política baixa

Como uma das mais notórias características do Brasil é a baixaria e política é o reduto onde frequentemente podemos encontrá-la, eis que começou o aquecimento das eleições 2010. Estou falando da baixaria do governador do Mato Grosso do Sul. Não que tenha a ver diretamente com as eleições, mas é o que está por vir no ano que vem. É só um gostinho para a população pressentir o que virá a ser uma enxurrada de notícias na mídia sobre a maldição da baixaria política do país.


"Ele é veado e fuma maconha. Se viesse aqui, eu ia correr atrás dele e estuprar em praça pública."
André Puccinelli, governador do Mato Grosso do Sul.
Foi o que disse o irritado excelentíssimo ao Minc, ministro do Meio-Ambiente.
Tão excelente que configura o primeiríssimo lugar no ranking dos políticos grotescos - com direito a superlativo até no numeral.
Quando o dom da inteligente argumentação acaba (isso quando ao menos começa) surge a agressão física ou verbal. As difamações imorais e corriqueiras do governador é o exemplo-mor disso. O comentário mais ilustre que li sobre o ocorrido foi em um blog onde o escritor disse chamar de veado e maconheiro só é ofensa para mentes pertencentes à Idade Média. Sem falar do elogio a crimes de estupro e violência. São palavras porcas, sujas e mal intencionadas que dizem muito por si só e precisam ser lembradas nas eleições. É de sentir vergonha.
sobrou ate pra praça publica. Mas não se preocupem, pois governantes assim, meio desgovernados, só vão a praças públicas para auto-promoção, onde somente discursam palavras boas e reconfortantes. O esgoto só surge depois.

Boas eleições em 2010!
Vamos precisar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Clementina de Jesus


Quando eu ouvi o novo álbum do Caetano uma das músicas que mais me chamou a atenção foi Incompatibilidade de Gênios. Pensei que fosse dele, mas não é. Numa entrevista de lançamento ele comentou que ouviu a música na voz da Clementina de Jesus. Eu me perguntei "quem é essa doida?". Meses depois ouvi a tal original versão e achei muito estranho. Estranhíssimo, já que a voz da Clementina não é nada convencional.
Mais meses depois, minha mãe chega em casa portando um MP4 que é da minha irmã. Entre as centenas de música, havia várias da Clara Nunes. Uma delas com a participação da Clementina. Aí não teve jeito. Virei fã. Como não se tornar depois de ouvir uma senhora entoando um refrão desses:

CN: Não vadeia, Clementina!
CJ: Fui feita pra vadiar. Vou vadiar, vou vadiar, vou vadiar.



Doméstica, negra, idosa e com uma simpatia maior que de político em véspera de eleição (mais sincera pelo menos), Clementina e os seus sambas fazem parte dos meus almoços de domingo.

Outra característica forte é a influência da África e umbanda. Quem não se sente cativado ou impressionado por aquela batucada? Religiões à parte, é bom ouvir algo que ESTÁ impregnado na cultura do seu país - por mais que seja ofuscado. Sempre fui curioso com os primórdios e origem da nossa cultura - ainda mais tendo que ler Casa Grande & Senzala.

Clementina de Jesus deveria estar nas escolas!!! Nem só de Toquinho, Tom Jobim e Chico (todos essenciais) vive o ensino cultural no ensino!


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Burn MotherFucker, Burn!


Chegeui a conclusão de que Deus não é brasileiro. O diabo que o é! E está criando uma surcusal do inferno em Brasília.

Que calor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


E não, eu não vou me refrescar na fonte da torre de TV. Eu ainda tenho uma reputação a zelar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Angelique Kidjo existe!

Brasília, domingo à noite, 18h30, depois de fazer prova de concurso para Ministério, apoiar o incentivo do governo ao almoçar peixe, depois de assistir Satyricon do Fellini o que mais poderia acontecer de extraordinário no meu dia?

Ser convidado para uma distribuição gratis de sushi? Não! Assistir um especial da Clementina de Jesus no Canal Brasil? Também não! Correr nu pelo Eixo Rodoviário? Não tão emocionante. Assistir vídeos de documentário no YouTube? Quem sabe... mas ainda não.

Ir ao Museu da República assistir o show de uma cantora africana no último evento candango do Ano da França no Brasil? Claro!

A mulher em questão é Angelique Kidjo. Não conhecia nada dela, nenhuma música. Somente umas informações batidas pela internet. Fui sem saber o que iria encontrar e saí com a sensação de ter visto um dos melhores shows do ano.

Destaque para a voz (que no fundo eu já esperava ser muito potente), o requebrado (colocando qualquer Beyoncé da vida pra se aposentar) e a batucada (que eu eu gosto muitíssimo).

Arriscou umas palavrinhas em português e cantou Sozinho (é... aquela do Caê, Tim, Sandra, Peninha etc).

A gente percebe quando o artista sabe interagir com o público. Ela então, chamou uma galera pra subir no palco e dançar o final do show todo. Africanos, brasileiros, crianças, bêbados... Bonito de ver. As conterrâneas dela davam um show com os movimentos das danças originais.
Recomendo que conheçam. Afinal, é ótimo sair do concencional e do padrão de músicas e eventos que há por aqui.





Ah... minha amiga Lidiane - sempre muito interada e ligada nos eventos e na cultura afro - recebe o crédito de ter me convidado a ir.

sábado, 15 de agosto de 2009

Simples e Ingênua

Assistindo o DVD do show do Caetano com minha sobrinha de 6 anos.

Caê:
- Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando
O antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?

Sobrinha:
- Porque ela não gosta mais de você!

A simples e ingênua objetividade das crianças pode ser letal.

TãoAnnaPaquimEmOPiano

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Que era lindo, era triste, era bom

Fui pro show da Fernanda Takai all by myself. Não tenho problemas em ir a eventos sozinho, só e solitário (momento Caetano agora). Na verdade eu até gosto... Sempre fui ao cinema sozinho (assim ninguém incomoda) mas show esse foi o 1°. O primeiro de muitos.

Quando fui comprar o meu ingresso e vi a fila enorme que se formava, pensei, num súbito momento de complacência fraternal, "vou comprar mais um ingresso, vai que algum companheiro quer ir e não consegue comprar..." Ninguém quis ir. Tive que ouvir coisas do tipo "Show da Fernanda Takai em plena quarta feira? Só pra doido mesmo. vou ficar em casa assistindo Naruto". Daí pra baixo.
Usei a tecnologia a meu favor, joguei no Twitter que estava vendendo o ingresso, joguei no blog da Takai também, leiolei minha virgindade e deu tudo certo.

O show é memorável. Fiz nova amizade. As músicas não saem da cabeça.
O show é meio lounge, é verdade. Mas isso é ótimo. Não é um show pra sair dançando feito um capiroto possuído. Ainda mais eu que estava com uma latejante dor de cabeça causada por documentos de 1923, baixa umidade e alta humildade.

Das versões que vi de Insensatez, a dela é a melhor (ok, ok, to comparando com o Paulo Ricardo, mas tudo bem...). Não gostava muito dessa música até ouvir a melodia no filme A Estrada Perdida, do David Linch. Então a voz da Takai coube perfeitamente.

Saí do show com vontade de ver o próximo que ia acontecer no mesmo dia, com vontade de ver alguém, com vontade de ver e ouvir a Nara Leão, o Eurithmics, o Duran Duran... Fui me deitar e ver o show que tinha acabado de baixar.

Passei o dia com a Fernanda Takai mas fui pra cama com a Amy Winehouse.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Desculpa, mas não terminei...


É notório que gosto de assitir filmes. Às vezes gosto de assistir acompanhado. Não para namorar. Detesto ir ao cinema namorar, vou ao cinema pelo filme. Romantismo zero, eu sei. Mas gosto de da sensação de dividir aquilo com alguém, de mostrar tal filme para alguém. Até assisto o filme pela segunda só para exibí-lo para outrens pela primeira vez. Quer me deixar frustrado? É abandonar o filme pela metade. Sair. Não vê-lo. Isso mee mata. Uma pessoa dessas merecia o pior dos castigos. Ficar amarrado feito Laranja Mecânica assitindo todos os filmes do Harry Potter sem parar. Sem parar!!
Bem, confessar é preciso. Eu já abandonei uma porrada de filmes. Fui com entusiasmo assistí-los mas não o fiz até o fim. Desculpe, mas por forças maiores não pude continuar. Perda de interesse, falta de ânimo, ambiente inapropriado... sono. Venho aqui me redimir e pedir algo antes impensável de ser postulado. O pedido? Solicitarei no fim, na última frase do post.

Eis os filmes que abandonei na metade do caminho:

Simplesmente Alice, Woody Allen. Estava com sono, 22h30, quarto escuro. E vejo aquela dona de casa pirando a cabeça, imaginando uma estória surreal. Até que estava bom. E eu me perguntando por que fora um filme tãããão elogiado.




Nói, o albino. Filme islandês. Isso já diz muito. Dizem que é como se fosse uma "música do Radiohead". Como tampouco ouço Radiohead...

A Festa Nunca Termina. História que vai do Sex Pistols até as festas raves se não me engano. Tá, tá... sou da época dos inferninhos que juntam isso tudo. E me prometi que não vou ver mais filmes que tratam de momentos históricos ou julgados importantes por alguém. Entram aqui as biografias.




Tristana, do Buñuel. Queria ver por causa da Catherine (é a coisa mais óbvia do mundo) e porque tinha assitido Veridiana e adorado.







Albergue. Esse não vi por achar demasiadamente grotesco, no pior sentido. Muito infantil pra mim. Teria sido o filme da minha vida se eu tivesse na 4° série. Eis o único dos filmes que não vi por achar estupidamente dispensável.






Então, creio que quando você não é laçado pelo filme, não adianta teclar na mesma e errada tecla. Reconheço que podem ser ótimos filmes, mas eu não estava em sintonia com eles.

Alguém me conta o final do filme?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Me Chame de G.H. Cubas

Fazendo um teste na internet para saber qual livro eu sou, descobri que posso me chamar G.H Cubas. Não sou muito de ficar fazendo teste do estilo revista adolescente. Mas esse é feito pela Educar para Crescer, com enfoque na literatura nacional. Se quiser faça o teste aqui. O resultado foi curioso. Apareceram 2 livros ao invés de 1:

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista (tento ser), mas muita gente te adora (não sei até que ponto vai esse 'muita', mas ok ok). É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns (verdade. depois que li 'Como Ser Legal' faço isso com mais frequencia. mas vou parar), e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo (jovens? só jovens? jovens e mentalidades infantis). Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem (eu não paguei para escreverem isso). "Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado."

E

"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos (isso é verdade. e nem 1/5 me foi respondido viu). Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência (leva muito mais que isso). A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma (nossa! isso parece horóscopo. é que hoje de manhã um biscoito cream cracker sobre a xícara me deixou ocupado uns 10 minutos). Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver (eu não acho ninguém fácil de conviver. mas eu disfarço pra ser menos doloroso). Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender (e olha que nem sou um emo).
Assim é também
"A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única (hum, vou encarar como um elogio)."

[vergonha] Não li Brás Cubas [/vergonha]

Com G.H. foi uma surpresa boa. Lembro que li no ensino médio prum trabalho, uma peça que eu ia desenvolver (que ficou muito bizarra por sinal). Lembro que tive que ler rapidamente porque o livro era emprestado e tal. Eu sentado sobre a mesa perto da janela da sala. Algumas coisas eu não entendia muito bem. Mas em compensação, eu me identificava com muito daquilo que lia e por mais subjetivo que fosse eu sabia do que ela estava falando. Foi um dos primeiros momentos que li uma obra e senti uma forte empatia e ligação. Talvez porque fosse muito adolescente e aquela época fatídica porém interessante me fazia pensar muito, inclusive naquilo que não era muito claro e objetivo. Às vezes acho que perdi um pouco dessa capacidade.

TãoJulianneMooreEmAsHoras

Por falar em Clarice... TO LOUCO para conseguir ver o monólogo da Beth Goulart sobre a dita cuja.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Feliz dia do Rock n' Roll

Feliz Rock pra você também.


Curto um rock mais moderno, apesar de não dispensar os dinossauros.
Se pra ser rock tem que ser visionário, transgressor, atrevido e inquieto; eu acho esses necessários:

(clique nas músicas pra ver o vídeo)

Heroes, David Bowie.
Me chame de Cristiane F. Eis uma das músicas mais lindas e com uma interpretação vivíssima do Bowie.

Get Back, The Beatles.
Difícil escolher uma deles. Fico com essa por não ser muito iê iê iê e nem muito Let it Be. Além de ser bem pra frente...

Como Vóvó já Dizia, Raul Seixas.
Eu sou um ótimo tio, todos os meus sobrinhos escutam Raul quando vem aqui pra casa.

realmente, God save the Queen!!

A minha rockeira das rockeiras.

The Hardest Button to Button, The White Stripes.
Um dos meus primeiros contatos com o dito cujo.

Last Nite, The Strokes.
A música mais perfeitinha com um som na medida. Ouço sem cansar.

AAAHHHH!!!! Não dá pra ficar parado!!!

Best of You, Foo Fighters.
A melhor deles (e o melhor clipe também, pois não vejo tanta graça quando eles tentam ser engraçados...)

The Good-Ones, The Kills.
sexy.

You Can't Stand me Now, The Libertines.
Cru e pelado. Um dos meus 1° CD's.

Let's rock essa budega!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Grandes Descobertas

Os dias vão passando e vou descobrindo coisas novas. São situações e informações que me deixam estarrecido, chocado, no mínimo intrigado. Diria latentemente abobalhado.

São na verdade coisas diversas, mas seguem a linha do incrível e inacreditável - pelo menos tento não acreditar...

É surpreendente (vejam só) descobrir que o Hitchcock era um pervertido. Sempre achei estanha aquela cara de entojo, mas pensei que fosse personalidade de gênio (apesar de reconhecer como são bem feitas as obras dele, porem nao sou nenhum fã). Agora só cosigo olha para ele e ver um gordo fétido e nojento e tarado.



Mas o que mais me deixa com a pulga atrás da orelha é um assunto que acontece ao meu lado, no meu ambiente de trabalho. É incrível! A pessoa me enche o saco; faz brincadeiras bestas que engulo e nõa dou muita bola, levando na desportiva; é mal agradecida aos meus favores... e quando eu decido bancar o ser humano de saco cheio e do um chega prá lá... descubro que aí eu é que sou grosseiro e tenho que ver uma cara feia durante o dia todo.

Cara feia pra mim é fome.



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eu estaria bem...

...num bar/café não muito grande, pequeno poderia ser. Um ambiente fechado com uma luz vermelha e/ou azul soft, a mesa com uns bons amigos bebendo de bem com a vida. Ou de mal com ela, falando sobre isso, sobre o Almodóvar, Nancy Sinatra, França e outros assuntos que surgiriam. Ao som da trilha de Vicky Cristina Barcelona, Os Sonhadores e My Bluebarry Nights. Beberia um Brandy Alexander, dividiria uma caipirinha e tomaria uma Stela. Falando com alguém que em minutos deixaria de ser desconhecido. Depois iria pra casa bêbado, tomaria 4 capsulas de levedo de cerveja e deitaria sem me cobrir. Acordaria com a sensação de que a vida é bela e escovaria os dentes.